A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) realiza na tarde desta quinta-feira (29) uma extraordinária reunião de chanceleres para tentar superar a tensão regional instaurada com a denúncia de que guerrilheiros ativos na Colômbia teriam abrigo em território da Venezuela.
De um lado, a Colômbia pede que uma comissão internacional investigue esses supostos acampamentos. De outro, a Venezuela nega leniência e acusa o país vizinho de mentir. O tema provocou o rompimento das relações diplomáticas bilaterais, às vésperas do fim do mandado do presidente colombiano Álvaro Uribe, que em 7 de agosto entregará o cargo para Juan Manuel Santos.
Oficialmente, a reunião em Quito (Equador) serviria para apaziguar os ânimos, permitindo uma transição presidencial menos conturbada, mas a expectativa de uma solução definitiva é pequena, já que os governos de Bogotá e Caracas anunciaram que não vão abrir mão de suas posições divergentes, e de acordo com o estatuto da Unasul as decisões do organismo são tomadas por unanimidade.